Páginas

domingo, 8 de agosto de 2010

Insatisfações... conflitos internos....

       Quem me conhece, cursou a graduação comigo ou estava próximo neste período sabe que eu sempre estive 'em cima do muro'. Apesar de ser uma aluna estudiosa, que nunca teve dificuldades (exceto a exposição oral!)... estava sempre me perguntando o que eu estava fazendo num curso de licenciatura. E sabe porquê? Pela desvalorização docente! É, sou aquele tipo de pessoa que se dedica a qualquer coisa  que se proponha a fazer, assim não tenho problemas com nenhuma área, isso fez com que eu vivesse uma "crise existencial", afinal qual é o sentido de ser professora se poderia ser uma administradora e ter uma remuneração muuuito melhor, talvez com menos dedicação... é... uma sociedade capitalista, valores, idealismos... quando se junta tudo isso a crise é certa!!
       Levei muito tempo para aceitar, mas percebi que de nada adianta reclamar, pois no fundo eu gosto de educar, e me pego tantas vezes indignada com o descaso geral em torno da educação, e especialmente o descaso de vários colegas que se preocupam com estabilidade, duas férias ao ano e nada mais! Que resolvi aceitar ...rsrs... afinal me faz bem saber que posso fazer  diferença junto as crianças que por minha vida passarem... sei que não vou salvar o mundo, tampouco enriquecer, mas serei feliz  fazendo a minha parte...serei a mudança que eu quero ver no mundo (como disse Gandhi).
       Tudo isso para concluir que é hora de correr atrás do que acredito, sendo por meio da educação formal ou não! O que não dá é para me acomodar... isso não faz parte do meu jeito de ser... sou movida pelas insatisfações, por acreditar... no futuro, em mim... no ser humano... e por saber que crises nos fazem evoluir... e que apesar de dias não tão bons, de momentos difíceis, tudo pode melhorar... depende de nós!!!
       Para concluir deixo uma frase da minha querida Clarice Lispector, que me acompanha em muitos momentos e aspectos da vida:


"E umas das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi criadora de minha própria vida."

Um comentário:

  1. "Apesar de", estamos por aqui ainda: insistindo e persistindo, né nega. Rsrsrs
    Bjos.

    ResponderExcluir

Seguidores